Competir, sim!

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Se eu tivesse escolhido competir com alguém, com certeza seria alguma das meninas que vive achando que sabe ser o que não é. Seria covardia, sei disso, mas pelo menos, ganharia sempre, sem dúvidas, sem problemas e com horas sobrando para dormir. No entanto, escolhi uma rival crudelíssima, carrasca até não poder mais. Uma mulher, ainda meio infantil, que me cutuca o tempo todo, que me enlouquece com tantas paranoias, com tantos medos e inseguranças: ela jura que eu não sei fazer. Essa louca me atazana, me cobra horrores. Vem com aquele papo brabo de: “se você é capaz de um 10, por que aceita um 8?”. Respondo que estava com preguiça, que fiz o melhor para aquilo, que não achei material. Ela nunca se contenta. Sempre diz: “podia ter pesquisado mais, mais, mais, mais”. Fecho os olhos, ela vem. Abro, ela continua ali, na mesinha, sentada, em cima das pilhas intermináveis de folhas, livros e resumos que só ela consegue fazer, pois são caprichados e completos demais. Tudo nela é demais. Adversária pior não poderia ter! E quando me perguntam com quem disputo tanto, tenho que responder com um pouco de orgulho, afinal, ela me sufoca, mas me ensina, que estou sempre atrás do que sou e do que posso ser. Nem mais, nem menos.

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