A culpa

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Queria tanto me libertar. Não posso. A culpa me ata de todas as formas, em todas as formas que ela sabe prender. Queria uma leveza que jamais tive, ou terei. Aprendi a viver de densidades, de abismos e superações, e quando tudo está calmo, eu cometo suicídio. Só sangrando caminho novamente. Só sangrando sei ser feliz. O que a vida fez comigo? Aliás, o que eu fiz da vida para que ela fizesse de mim tanta poesia e drama? Não sei, acho que nunca há de existir uma explicação. Tem coisas que ninguém nos instrui, ou descomplica. Trago marcas descenessárias, marcas de alguém que definitivamente não sabe levar a vida. Caio quando não precisava, levanto e sigo quando precisava de pausas. Sempre errando no momento errado, sem chance de reverter. Para mim, muito pouco é irreversível. Talvez ela tivesse razão quando dizia: “o mundo não gira em ti, pra ti”, mas que exemplo me dava se o mundo era ela? Queria ter visto menos complicações, complexidades. Ando com medo de não saber ser simplesmente feliz. Na verdade, eu ainda não tive um bom exemplo de felicidade. Ou já tive e por não saber reconhecê-lo deixei que passasse? Preciso de férias de mim.

“O meu desafio é andar sozinho […]

e não olhar pra traz.”

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Uma resposta »

  1. Me orgulho do que ela incessantemente te cobra, onde revelas todo o potencial de ser humano.Mas te amo mais quando te deixas, quando te esqueces de ser e és, quando a alegria insana te invade, quando cultuas as nossas loucuras.Este ser complexo e denso e ambíguo que te faz tão bela e minha.te amo!

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