Sonhos Frios…

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E chove como nunca. Como sempre.Tanto faz. A vida é cheia de vidas e mortes, sempres e nuncas, dias e noites. Há um vazio irreparável nestas épocas do ano, quando ainda não se entende quente ou frio. Há em mim uma falta, um pedaço, só metade do que deveria estar aqui. Há uma meia lua, uma gota, uma pausa. O outono é um quase inverno, uma fenda, uma passagem. E se assim o é, não se fica, ou permanece, é simplesmente um estar por hora, ali. É como estar suspenso no ar, perder o chão nem sempre é bom, ou ruim. Se tens medo de voar, é o caos. Se sonhas com o céu, é paz. Se não desejavas, se não pretendias, é o que me refiro: é pairar sem ter onde pousar.Meu não estar. Há em mim natureza morta, folhas pelo caminho. Caminho esse para quê? Onde enfim leva o nada ? Há nesta eterna madrugada, um silêncio tácito, ácido, mórbido. Falta, ausência, tempo, frio. Acordo. Eu e você: primavera.

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