“tudo quanto excede o que de sí é excessivo”

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O amor é um abismo. Um desses que a gente vê a bela paisagem, sente o vento bom nos cabelos e pensa: “por que não saltar?”. A resposta óbvia é: morrer. Mesmo assim, há alpinismo, escalada, para-quedas, bung jump. Ainda que tema o abismo, vencê-lo, domá-lo ou simplesmente enfrentá-lo é o objetivo maior, motriz da vida. Alguns, mais insensatos, um dia pularão. Fazem disso então o fim da história, ‘gran finale’ para um sucesso imensurável ou um fracasso insustentável. O abismo, aliás, todos eles, nos são como a coragem e a covardia, a cautela e o imponderado, a vida e a morte, tudo em um único espaço tempo. É a materialização do paraíso e do inferno. O que se sente ao amar alguém, alçando “vôos no nada”, brincando de Ícaro, e o desespero de se perceber tão limitado, tão humano, ao não permanecer nas nuvens, não alcançar os céus.

 

[Não sei como terminar]

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