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Preciso falar. Preciso gritar. Correr por ai sem rumo certo. Preciso de incertezas, de fonemas novos, de verbos infinitivos. Preciso das loucuras, dos regressos, das noites em claro. Quero a fome, o vinho, a flor. Quero a falta de consciência, a falta de tato, o sem pudor. Quero o novo, de novo, sem passado. Não quero a descência do correto, do socialmente aceitável. Preciso da vida que pulsa em mim, explodindo por ai, a toa, a esmo. Preciso querer uma foto no muro, um livro na cabeça, uma árvore na rua. Quero frutos verdes, roupas novas, cores e tons. Quero o que sempre quis, que sempre fiz para não ter. Quero um agora, preciso dele, o sinto. E nada, absolutamente nada que eu faça vai mudar isso. Por que eu ignorei o que eu sabia?

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