…divagando sobre amor

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Depois de meses calada, inerte em mim, necessitei escrever. Surgiu na minha vida uma nova capacidade de amar, uma maneira que não acreditava ser capaz, um sentimento expandido e inquestionável: sou mãe. Ser mãe não é necessariamente gerar uma vida dentro de sí, é também tomar para sí a responsabilidade sobre a felicidade de outro alguém. Não estou ou estive grávida, tenho um cão. Pode parecer aos olhos alheios que estou dando proporções gigantescas, que de fato ele não é um filho, que o amor não é o mesmo, em partes, até concordo, mas no momento em que você se percebe abdicando de coisas que outrora lhe eram fundamentais em função de uma única criaturinha – no bom sentido da palavra -, é o momento de notar que imensa capacidade de amar que brotou desta convivência. Pode-se notar então, que amor não é sempre sim, sempre permitir, ao contrário, educar é uma tarefa que exige no mínimo muita paixão. Há dias em que estamos mais cansados, menos pacientes, em que achamos impossível administrar tudo que queremos. Em dias assim, que parece que tudo dá errado, você vê naquele pequeno ser um gesto de carinho, uma brincadeira, um sinal de alegria e parece que tudo acalma, torna-se leve. Faz valer a pensa, sabe? Acredito que a maternidade real deve ter por principio exatamente isso: amor incondicional. O despertar de si para o outro sem hesitar e fim.  Claro, nem sempre há acerto, na verdade, raras vezes há, mas como disse o filme que assisti essa semana “I am”: “as pessoas não são perfeitas, o amor é”.

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