Que medo…

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Apesar do vazio, do frio de estar só, enfrento com bravura meus maiores temores, meus fantasmas. Parece que o mundo se abriu: Imenso. Não tenho o medo que achava que teria ou a dor insuportável da perda. Trago no peito o carinho daquele que foi o azul mais bonito do meu dia, mas não era o todo. Respiro com dificuldade pela latência do ocorrido tão próximo, tão cheio de agora. Mesmo assim me toma a sensação de liberdade que a tanto havia esquecido. Sou sinônimo de grandes voos, então por que fiquei tão presa a ti? Ao chão? Não sei. Nem sei se quero descobrir. Quero agora assinar meu nome e reconhecê-lo.Simples como parece, mas muito mais difícil do que consigo explicar. Estou vazia. Vazio esse que se assemelha mais à leveza. É nessa hora que percebo que protelei uma decisão a muito tomada, por medo de não saber viver em mim, comigo. Clichê ou não, como quero que alguém me conheça e aceite se nego o prazer de me viver? Impossível, mas estou apenas começando. Bem-vinda e muito prazer.

[Escrito dia 17 de agosto de 2010]

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