De todas as coisas…

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A vida nos ensina lições que jamais imaginávamos. Para mim, de tantas idas, ela destinou a paciência, a permanência. Para ti, grande amor, ela ensinou a rever as falhas, as faltas e viver melhor. Hoje, sigo sem te ver crescer, sem te ver brotar para o mundo, como mãe que observa ao longe o filho adulto tomar seu rumo e partir. Acredito que não exista forma de ficar impassível a este sentimento tão forte de perda, a maneira certa é tentar conviver com essa dor até que ela finalmente sossegue. Tem feridas que nunca fecham. Por um lado, acho lindo que elas ainda estejam lá e latejem vez que outra, é sempre bom rever o passado, se não trouxer nada muito proveitoso, pelo menos risadas são inevitáveis. Percebi que administrava mal a saudade que tinha de ti, era lacerante demais. Mesmo que eu te ame todos os dias desde que te vi até um prazo que não sei quando e se findará, as tuas lembranças não devem me ferir, ao contrário, devem aplacar a distância, os erros todos, devem tornar o medo algo suportável e dar forças para continuar. Estava vivendo estagnada em teu colo, morta pra mim. A culpa jamais vai ser tua pela minha imaturidade, mas quem sabe como guiar o coração nestas horas? Acontece da forma como tinha que ser: intenso e teu. Agora, ao voltar para o entorno de mim mesma, sinto uma estranha certeza: quero mais. O mundo parou de girar contra meu corpo, parou de agredir minha pele, meu peito. Tudo está em seu lugar, tudo vibra e vive. É diferente. É difícil. Recomeçar sempre o é. De toda forma, vou tentar.

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