Histórias, não conto[s]

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Fui criada imersa em amor e medo.Amor de mãe, de pai, de vó, de bisa, de família inteira, e medo, da vida, dos riscos, do mundo que desde cedo mostrou-se duro e frio. Aprendi a chorar por pouco e nunca pelo que realmente necessitava de lágrimas, é meu lado forte e fraco, minha armadura de panos. Sustentei fatos insustentáveis e me achava inabalável, as consequencias de não desmoronar quando deveria vieram anos depois, traumas depois, frustrações depois. E se pudesse voltar no tempo, não mudaria o que aconteceu comigo, por mais que tenha sido doloroso ao extremo, mas transformaria minha forma de agir perante tudo, porque cada tempo tem sua hora pra acontecer. Ser criança deve ser enquanto não se tem responsabilidades, ser adulto, não antecipa a “melhor idade” e é imprecindível morrer tantas vezes quantas renascer durante a vida.Só assim a sanidade prepondera acima da loucura que mina delicadamente as lacunas que só as cicatrizes trazem consigo.

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